sábado, 10 de outubro de 2026
Pontos Turísticos

Amajari (RR): o que fazer, como chegar e como planejar a visita à Serra do Tepequém

Amajari, em Roraima, é um destino de ecoturismo conhecido principalmente pela Serra do Tepequém. Veja como chegar, quais atrações visitar, o que levar e quais cuidados tomar antes da viagem.

Amajari, no norte de Roraima, é um dos municípios que integram a região turística O Extremo Norte do Brasil. O destino combina áreas de lavrado, rios, serras, cachoeiras, comunidades rurais e presença de povos indígenas. Para quem busca contato com a natureza, a principal referência é a Serra do Tepequém, onde estão concentradas trilhas, mirantes, corredeiras e quedas d’água.

O município está localizado próximo à fronteira com a Venezuela e faz divisa com Pacaraima, Boa Vista e Alto Alegre. A cidade também tem importância histórica e cultural para Roraima, com comunidades formadas por moradores da sede, produtores rurais, povos indígenas e habitantes de vilas como Tepequém e Vila Brasil. Segundo a Prefeitura de Amajari, o município foi criado oficialmente em 17 de outubro de 1995, após ser desmembrado de Boa Vista.

Onde fica Amajari

Amajari fica na porção norte de Roraima, em uma área de grande extensão territorial. O município tem ligação rodoviária com Boa Vista e com outras localidades do estado, além de áreas próximas à fronteira internacional.

Apesar de estar associado à expressão “Extremo Norte do Brasil”, Amajari não deve ser confundido com o ponto geográfico mais setentrional do país. O ponto extremo norte brasileiro é tradicionalmente identificado na nascente do rio Ailã, no Monte Caburaí, localizado no município de Uiramutã. Amajari integra a região turística que recebeu o nome “O Extremo Norte do Brasil” por reunir municípios com paisagens, culturas e roteiros característicos do norte de Roraima.

A classificação turística é reconhecida pelo Mapa do Turismo Brasileiro, do Ministério do Turismo. Além de Amajari, a região inclui Bonfim, Normandia, Pacaraima e Uiramutã.

Principal atração: Serra do Tepequém

A Serra do Tepequém é o principal destino turístico de Amajari. A formação rochosa está associada à história do garimpo na região, que teve atividades de extração mineral especialmente entre as décadas de 1940 e 1970. Com a redução do garimpo, a localidade passou a desenvolver atividades relacionadas ao turismo de natureza, à gastronomia, ao artesanato e à cultura local.

O roteiro reúne diferentes níveis de dificuldade. Há pontos de acesso relativamente simples, mas também trilhas que exigem caminhada em terreno irregular, passagem por áreas inclinadas e acompanhamento de condutor local. A paisagem inclui paredões, vales, rios, áreas de mata e campos abertos.

O Serviço Geológico do Brasil descreve a Serra do Tepequém como uma formação tabular relacionada a uma antiga estrutura vulcânica. O geossítio está situado no município de Amajari, próximo à Vila do Paiva, e possui relevância científica, educativa e turística.

O que fazer em Amajari e no Tepequém

Visitar cachoeiras e corredeiras

Entre os atrativos divulgados em roteiros turísticos da Serra do Tepequém estão a Cachoeira do Paiva, a Cachoeira do Barata, a Cachoeira da Laje Verde e as Corredeiras do Cabo Sobral. Os locais podem apresentar condições diferentes de acesso, profundidade e correnteza.

Antes de entrar na água, é importante observar o volume do rio, a força da correnteza e as orientações de moradores ou condutores. Em períodos de chuva, o nível dos cursos d’água pode subir rapidamente. O visitante também deve evitar saltos em pontos desconhecidos e não deixar lixo nas margens.

Conhecer mirantes e formações rochosas

O Platô do Tepequém oferece uma das experiências mais procuradas da região, com áreas elevadas e vistas amplas da paisagem. A Pedra Mão de Deus é outro ponto citado nos roteiros turísticos locais. A visita costuma ser associada a caminhadas, observação da paisagem e registro de imagens.

Em áreas de borda de serra, a atenção deve ser redobrada. Não é recomendável caminhar próximo a precipícios, ultrapassar cercas ou seguir por trechos sem sinalização. Crianças e pessoas com mobilidade reduzida podem precisar de acompanhamento específico, pois nem todos os atrativos têm estrutura de acessibilidade.

Conhecer a história do garimpo

A história do Tepequém está ligada à exploração mineral e à formação da antiga vila de garimpeiros. A visita permite compreender como a economia local se transformou e como o turismo passou a ocupar espaço entre as atividades da comunidade.

O turismo na região não se resume às paisagens naturais. O roteiro também pode incluir gastronomia, artesanato, manifestações culturais, música e relatos sobre a ocupação da serra. Para conhecer esses aspectos com mais profundidade, o visitante pode procurar empreendimentos e condutores que atuem na própria localidade.

Como chegar a Amajari e à Serra do Tepequém

O acesso costuma ser feito a partir de Boa Vista. De acordo com informações do Serviço Geológico do Brasil, o trajeto parte da capital pela BR-174, no sentido Boa Vista–Pacaraima. Após aproximadamente 102 quilômetros, o viajante deve acessar a RR-203, na altura da localidade de Três Corações.

A partir desse entroncamento, são cerca de 53 quilômetros até a sede de Amajari. Para seguir em direção à Serra do Tepequém e à Vila do Paiva, o percurso acrescenta aproximadamente 51 quilômetros. As distâncias são referências de rota e podem variar conforme o ponto de partida, o destino exato e as condições da estrada.

Quem pretende dirigir deve verificar previamente as condições da BR-174, da RR-203 e dos acessos internos. Também é recomendável abastecer o veículo antes de entrar em trechos mais afastados, conferir o estepe, levar água e evitar depender exclusivamente de sinal de celular ou de serviços digitais durante o percurso.

O SGB informa que a Vila do Paiva dispõe de restaurantes, pousadas e pista de pouso para aeronaves de pequeno porte. A existência de estrutura, entretanto, não significa que todos os serviços estejam disponíveis diariamente ou fora de horários de maior movimento. A confirmação antecipada é especialmente importante em feriados e períodos de eventos.

Onde ficar e como organizar a viagem

A hospedagem pode ser procurada na sede de Amajari, na região da Serra do Tepequém ou em localidades próximas. O Ministério do Turismo descreve a serra como um destino com pousadas, restaurantes, lanchonetes, condutores e guias de turismo.

Como a oferta é distribuída e pode variar ao longo do ano, o ideal é reservar o local de hospedagem antes da viagem. Na confirmação, o visitante deve perguntar sobre horário de entrada, disponibilidade de refeições, acesso por veículo comum, sinal de internet, formas de pagamento, estacionamento e distância até os atrativos.

Também é útil montar um roteiro com poucas atrações por dia. A tentativa de visitar muitos pontos em um único período pode aumentar o risco de atrasos, principalmente quando há trechos de caminhada, travessias de rios ou deslocamentos por estradas internas.

O que levar

  • água em quantidade suficiente para o período de caminhada;
  • calçado fechado, firme e adequado para terreno irregular;
  • repelente e protetor solar;
  • roupas leves, boné ou chapéu e uma peça para mudanças de temperatura;
  • lanterna, capa de chuva e saco para transportar o próprio lixo;
  • documentos pessoais, medicamentos de uso contínuo e dinheiro ou meio de pagamento alternativo;
  • carregador portátil, pois o sinal de celular pode ser instável em áreas afastadas.

Em trilhas, o visitante deve respeitar a sinalização, seguir as orientações dos responsáveis pelo local e evitar sair sozinho. Em áreas naturais ou próximas a comunidades indígenas, é necessário observar as regras de acesso e não fotografar pessoas, casas ou cerimônias sem autorização.

Melhor época para visitar

O catálogo de experiências do Ministério do Turismo indica a Serra do Tepequém como destino visitável ao longo do ano. Na prática, a experiência pode mudar conforme a chuva, o nível dos rios, as condições das trilhas e a disponibilidade dos serviços.

Antes de viajar, vale consultar a previsão do tempo e confirmar com a hospedagem ou com um condutor local se os atrativos estarão acessíveis. Em caso de chuva forte, algumas atividades podem ser alteradas por segurança. O visitante também deve evitar entrar em rios ou cachoeiras quando houver sinais de cheia, correnteza intensa ou trovoadas.

Cuidados ambientais e respeito às comunidades

Amajari reúne áreas naturais sensíveis e comunidades com modos de vida próprios. O turismo responsável exige o descarte correto de resíduos, o uso moderado de água, a preservação da vegetação e a permanência apenas em áreas autorizadas.

Não se deve retirar pedras, plantas, fósseis ou outros elementos da paisagem. Também é importante não alimentar animais, não produzir ruído excessivo e não usar veículos em áreas onde a circulação não seja permitida.

O consumo de produtos e serviços locais, como hospedagem, alimentação, artesanato e condução de trilhas, contribui para que parte da renda permaneça no município. A contratação de profissionais que conhecem o terreno também pode tornar o passeio mais seguro e ajudar o viajante a compreender a história e a cultura da região.

Amajari é indicado para qual tipo de viajante

O destino é indicado para quem gosta de ecoturismo, trilhas, cachoeiras, observação de paisagens e experiências associadas à cultura local. Também pode ser uma opção para viagens em grupo, desde que o roteiro seja planejado de acordo com o condicionamento físico dos participantes.

Quem procura estrutura urbana completa, transporte frequente entre atrativos ou atividades com acessibilidade garantida deve confirmar essas condições antes da reserva. Amajari é um destino de natureza, com deslocamentos por estrada e atividades que podem depender do clima e de orientação local.

Com planejamento, respeito às regras e atenção às condições de acesso, Amajari permite conhecer uma das paisagens mais marcantes do norte de Roraima. A Serra do Tepequém concentra os principais atrativos, mas a experiência também envolve a história do município, a presença de comunidades tradicionais e a diversidade natural que caracteriza a região turística O Extremo Norte do Brasil.